O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é mais comum do que se pode imaginar e acomete pessoas de todas as classes sociais e etnia. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo – a cada 68 nascimentos, um bebê tem essa condição. Só no Brasil, a estimativa é que 2 milhões de pessoas tenham o transtorno.

Trata-se de um transtorno global do desenvolvimento com 3 características fundamentais:

  • Inabilidade para interagir socialmente;
  • Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos
  • Padrão de comportamento restritivo e repetitivo

O grau de comprometimento pode ser leve (Síndrome de Asperger – onde fala e inteligência não são comprometidos) ou mais grave (incapacidade para manter contato interpessoal)

Apesar de não ter cura, alguns fatores influenciam na qualidade de vida do autista e de sua família, como o diagnóstico precoce. Assim, é possível fazer um planejamento para melhorar a qualidade de vida da criança, já pensando no futuro, quando serão adultas.

É muito importante, acima de tudo, respeitar o indivíduo com o transtorno. Entender sua história e maneira como se comunica é fundamental para estimular relações com outras pessoas, entre outros pontos importantes para o seu desenvolvimento. Afinal de contas, a inclusão é a melhor forma de garantir uma vida mais comum possível!

Sintomas

O portador é voltado para si mesmo, não estabelecendo contato visual, apresentando dificuldade para brincar de faz de conta, interações sociais e comunicação verbal e não verbal.

Diagnóstico

Todas as crianças devem fazer exames de desenvolvimento de rotina com o pediatra, que poderá identificar sinais do transtorno.

Tratamento

Não existe cura para autismo e nem um tratamento específico, mas um programa de tratamento melhora muito a perspectiva de crianças com o transtorno. Estimular a inclusão e evitar qualquer preconceito é o melhor para promover a qualidade de vida.

Recomendações

  • Suporte para toda a família, pois, este diagnóstico impactará em todo o grupo familiar;
  • Encontrar um meio de comunicar-se com o autista (exemplo: animais de estimação);
  • Manter rotinas (autistas tem dificuldade em lidar com mudanças);
  • Autistas com rendimento bom podem apresentar excelente desempenho em algumas áreas de conhecimento.

Fontes:

Corautista.org
http://engemed.med.br/2017/04/06/abril-azul-dia-mundial-da-conscientizacao-do-autismo/
http://correio.rac.com.br/_conteudo/2018/04/campinas_e_rmc/539975-abril-azul-coloca-autismo-em-debate.html