No começo de fevereiro, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou a chamada telemedicina, o que repercutiu na mídia e na opinião pública. O assunto é relativamente novo e já rendeu inúmeras reportagens nos principais veículos. A seguir, mais informações sobre esta nova forma de ampliar o acesso médico para a população.  

O que é?

A resolução 2.227/18 do CFM liberou que os médicos realizem consultas online, telecirurgias e também o telediagnóstico. Com isso, médicos especialistas poderão acompanhar atendimentos realizados a distância. Apesar das boas perspectivas, a novidade estimula discussões: profissionais da área alimentam uma série de debates, preocupados com os parâmetros éticos, técnicos e morais da prática.

Pontos positivos

O grande benefício da telemedicina é buscar a universalização do atendimento médico em todo o país. Em regiões muito remotas, como na Amazônia, faltam profissionais especializados. Com a presença de um clínico geral e o uso da tecnologia, é possível oferecer um atendimento mais específico para os pacientes.

Qual a diferença entre consulta online, telediagnóstico e telecirurgia?

O primeiro ponto a destacar é que todos os procedimentos precisam SEMPRE ter médicos formados nas duas pontas: o especialista, atendendo remotamente, e o clínico geral, que está com o paciente.

Dra. Silvia Prinholato

Na consulta online, a modalidade mais simples, o especialista, em conjunto com o médico que está com o paciente, realiza a consulta, fazendo perguntas sobre hábitos, sintomas, histórico familiar, etc. À medida que for necessário, o profissional que estiver com o paciente realiza pequenos procedimentos, como medição de pressão e teste de reflexo, fornecendo a informação para o colega que está do outro lado da linha. Juntos, podem solicitar exames e encaminhar para a realização de algum procedimento ou tratamento.

No telediagnóstico, as informações de exames, dados clínicos e sintomas do paciente são analisadas a distância pelo especialista. As informações são coletadas e fornecidas no local. Com os dados, o especialista chega ao diagnóstico e pode orientar o médico responsável pelo atendimento sobre o tratamento adequado.

Já a telecirurgia funciona de forma diferente. Nesse caso, o profissional que está realizando o procedimento deve ter a mesma capacitação técnica que o médico que está acompanhando a distância. Funciona como um apoio, uma segunda opinião que irá contribuir para o melhor atendimento do paciente.

Como fica o sigilo médico?

Esse é um dos grandes desafios da telemedicina, uma vez que todos os dados precisam ser armazenados de forma segura. A resolução do CFM determina que todos os procedimentos sejam gravados e arquivados, mas é preciso garantir a segurança desses dados, principalmente porque todo o histórico do paciente passa a ficar online.

Antes de qualquer procedimento, o paciente ou o responsável legal deve assinar um termo autorizando e concordando com essa modalidade de atendimento.

A telemedicina e a troca de conhecimentos

Além de toda a questão de ampliar atendimento médico, a telemedicina é também uma forma de troca de experiências e conhecimentos. Assim, é também uma forma de educação continuada para os profissionais da área de saúde.

Conte com a TRR!

A telemedicina já é uma realidade, se desenvolvendo continuamente em direção a um atendimento cada vez mais amplo. É um tema muito novo que está em evidência e é natural que surjam dúvidas. Para orientações e mais informações, fique conectado à TRR!

Dra. Silvia Cristina Pinholato, Médica e Superintendente na TRR