O mês dedicado à conscientização sobre amamentação e ao seu estímulo!

Desde o nascimento, o bebê se alimenta no seio materno, criando uma relação de puro amor. O leite materno é nutrição, carinho e o laço que une mãe e filho. É por isso que em agosto é comemorado o “Agosto Dourado”, para lembrar da importância deste ato.

Mais ideal impossível!

O leite materno é o melhor alimento que um recém-nascido pode ter. Rico em nutrientes essenciais, é ideal para o desenvolvimento cerebral, já vem na temperatura ideal e suas propriedades ajudam a fortalecer o sistema imunológico do pequeno. Já para a mãe, a ocitocina, hormônio liberado durante a amamentação, ajuda a diminuir o estresse e promove sensação de bem-estar.

Tem mais: graças ao hormônio, há também perda de peso e aceleração da recuperação após o parto, com o útero voltando ao seu tamanho normal mais rapidamente e reduzindo o sangramento pós-parto. Assim, evita-se a anemia e outras complicações para a mãe.  Além dos benefícios nutricionais, ele também pode diminuir o risco de diabetes tipo II no bebê e reduzir os casos de câncer de mama e de ovário na mãe.

Outro aspecto importante do aleitamento é o colostro, primeiro leite que sai do seio após o parto, com uma aparência mais amarelada e rala. Indispensável, ele colabora com o processo gastrointestinal do recém-nascido, por ser rico em proteínas, minerais e vitaminas.

Amamentação em família

Durante os seis primeiros meses de vida, o leite materno deve ser a única fonte de alimento da criança. Mas o trabalho de amamentar não é (e não deve ser) exclusividade da mulher: a família e principalmente o pai podem ajudar. Veja como:

• Incentive a mãe a persistir na amamentação, não deixe que o interrompam antes do tempo recomendado.

• Após se alimentar, seu filho precisa arrotar. Deixe o pai participar desse momento.

• Monitoração pelo papai. Ele deve observar, durante a mamada, se a criança consegue sugar o leite corretamente e assessorar no que a mãe ou a criança precisar durante o processo.

• O pai também pode dar de mamar! Longe da mãe, podemos usar uma mamadeira, copinho ou colher.

• Sobrou leite? Já para o freezer para conservar suas propriedades. Depois, basta descongelar em banho-maria para servir.

Mas se não tenho leite, o que faço?

Muitas mulheres não conseguem dar de mamar. O leite pode secar, elas podem sentir dor, ou pode ter mamilos invertidos. Por isso, é importante encontrar meios de estimular a produção do leite, como compressas de água quente, consumo de água e descanso. Em caso de dor, lembre-se de que nos primeiros dias é comum, mas se persistir o incômodo, procure seu médico.

Em agosto, use dourado!

Saber mais sobre amamentação, se informar sobre cada fase do crescimento do bebê e estar presente são formas de fortalecer vínculo familiar. Forme laços e incentive esse ato de amor!